

Redação Le Afrique Brazil
Crédito de imagem: Fancy África Fashion Week.
Maputo amanheceu diferente no mês de setembro. Teve um brilho no ar, uma vibração que mistura encanto, ancestralidade e criatividade pura. Aconteceu entre os dias de 22 a 27 de setembro, essa energia que tomou conta da cidade com a 9ª edição do Fancy África Fashion Week, um dos eventos mais pulsantes da moda africana contemporânea. E neste ano, o tema não poderia ser mais simbólico: UBUNTU, “Eu sou porque nós somos”.
Em tempos de pressa e individualismo, Fancy África lembra ao mundo que a moda pode ser um reencontro. Um abraço. Um gesto de pertencimento.
Um encontro que atravessa fronteiras
O Fancy África reúne aquilo que o continente tem de mais precioso: suas pessoas, suas histórias e seu poder criativo. Estilistas, modelos, empresários, artistas, líderes culturais, de Moçambique ao Brasil, passando por diversos países africanos e outros continentes, fizeram de Maputo um grande caldeirão de inspiração. A programação começou com dois dias de Master Classes e Fancy Talks no City Lodge Maputo, que levou vozes nacionais e internacionais para debates sobre moda, sustentabilidade, economia criativa e inclusão, temas que mostram que o vestir vai muito além da superfície. No dia 25, a Oficina Criativa conduzida por Luísa Mahin, da Escola Àbámodá (Brasil), reforçou a força dos diálogos afro-diaspóricos. Falar de moda, ali, era falar de ancestralidade, inovação e empreendedorismo com propósito. E claro, os desfiles e o Bazar Criativo, realizados nos dias 24, 26 e 27, na Galeria do Porto, abriram espaço para coleções afrocentradas, marcas independentes, criadores de diferentes países e uma vitrine que transbordava identidade, cor e alma.
Ubuntu: a filosofia que virou passarela.
A edição deste ano abraça Ubuntu não como tema, mas como postura. Como respiração. Ubuntu é comunidade, é mão dada, é reconhecer no outro um reflexo de nós mesmos. E isso se viu na passarela: nas cores, nos tecidos artesanais, nas narrativas ancestrais, nos cabelos afro que não são acessórios, são coroas. Viu-se nos debates: quando criadores discutiram sustentabilidade como responsabilidade coletiva. E viu-se no público: gente de diversas culturas, idiomas e estilos trocando ideias, negócios e sonhos. Para Levi Aurélio Maluvele (King Levi), fundador e diretor criativo do Fancy África, essa edição é um marco:
“O Fancy África é mais do que uma semana de moda: é um movimento que conecta África com o mundo. A edição Ubuntu simboliza o espírito de comunidade e a força coletiva da nossa criatividade.”
E de fato, a cada edição, o movimento cresce. Este ano, foram:
Mais de 10 países representados,
30 desfiles exclusivos,
Mais de 3.000 participantes ao longo da semana.
Um intercâmbio vibrante entre criadores, investidores, parceiros culturais e a diáspora africana. Fancy África é o tipo de evento que não apenas mostra moda, ele mostra caminho.
Moçambique no centro do mapa criativo.
A força da semana de moda é também a força do país. Com parcerias estratégicas de empresas, instituições culturais, embaixadas e organizações da economia criativa, Moçambique se coloca no centro da nova moda africana: diversa, inovadora, sustentável e profundamente conectada às suas raízes. Desde 2015, quando nasceu, o Fancy África tem revelado talentos, fortalecido marcas e construído pontes internacionais. Hoje, é símbolo de excelência, mas também de afeto, de ancestralidade e de coragem criativa. E talvez seja isso que o torna tão especial: a capacidade de unir técnica e emoção; de colocar na passarela não apenas roupas, mas memórias, histórias e futuros possíveis.


























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